AlgaeCoat

Designação do projeto | AlgaeCoat

Código do projeto | POCI-01-0247-FEDER-006392

Objetivo principal | Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação

Região de intervenção | Região Centro

Entidade beneficiária | CAMPOTEC IN - CONSERVAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE HORTOFRUTÍCOLAS S.A.

Data de aprovação | 2015-11-09

Data de início | 04-01-2016

Data de conclusão | 03-11-2017

Custo total elegível | 259.817,59 EUR

Apoio financeiro |171.899,66 EUR    

Perante a crescente tendência internacional do consumo de produtos frescos, com elevadas propriedades nutricionais, sem adição de aditivos químicos e com uma facilidade de utilização adequada ao estilo de vida acelerado dos cidadãos, a Campotec IN decidiu investir em produtos de 4ª Gama frescos. Deste modo, conscientes deste desafio a Campotec IN e o IPLeiria desenvolveram um conjunto de projetos de I&D baseados no desenvolvimento e aplicação de revestimentos comestíveis de origem marinha (macroalgas), sustentáveis e eficazes na extensão do tempo de prateleira de frutos minimamente processados hortofrutícolas ou de 4ª Gama.

O potencial constatado dos compostos bioativos de alga Codium tomenstosum como revestimento através da caracterização da qualidade de maça Fuji, para ser comercializado requer uma validação em ambiente industrial e otimização da formulação do revestimento alimentar para uma futura aplicação e comercialização do revestimento ou de produtos de 4ª Gama revestidos unicamente com componentes biológicos.    

Deste modo, o projeto AlgaeCoat tinha como objetivo técnico a validação industrial da funcionalidade do extrato de Codium tomentosum, à escala piloto com as condições para a rentabilização comercial do extrato de alga, com aplicação na maça, mas alargando à pêra e a atmosferas não controladas.

Este aditivo representará uma opção sustentável, de origem natural, que contribuirá para o valor acrescentado dos produtos de 4ª Gama, aumentando igualmente o seu potencial de internacionalização e para a redução de desperdício alimentar e diminuição de custos associado com impacto em todo o setor. Este revestimento de origem marinha pode vir a desempenhar um papel muito importante. Por um lado, permitirá a substituição dos aditivos sintéticos e, por outro, os produtos nos quais for aplicado este revestimento serão valorizados também pela extensão do atual tempo de prateleira em vários dias, o que possibilitará a sua exportação para novos mercados.    

Da investigação do potencial de utilização de diferentes extratos de macroalgas marinhas como ingredientes ativos na formulação de revestimentos comestíveis para produtos de IV gama resultou um novo revestimento edível, já patenteado, a partir de extrato de Codium tomentosum.